A entrega de prémios do Festival Internacional de Cinema de Setúbal, que decorreu no dia 12, durante uma cerimónia em que o actor Rogério Samora recebeu o Golfinho de Ouro pelos 30 anos de carreira.
A directora do Festroia, Fernanda Silva, e o vereador da Câmara Municipal de Setúbal Carlos Rabaçal acompanharam Rogério Samora no descerrar de uma placa que mais tarde se vai juntar a tantas outras, de edições anteriores do festival, no Fórum Municipal Luísa Todi.
Prémio especial do júri escolhe película finlandesa
O prémio especial do júri foi para «O bater do coração», de Saara Cantell, da Finlândia. A melhor fotografia foi para o filme «Uma família», da Dinamarca, e Sylvia Hoeks foi a melhor actriz pela interpretação em «A Tempestade», da Holanda/Bélgica.
O público que assistiu, durante os dez dias do Festroia, à exibição dos filmes em competição, também votou e nomeou «O submarino», uma co-produção Dinamarca/Suécia, como melhor filme.
Prémio Mário Ventura distingue croata e português
Uma outra distinção especial, instituída no ano passado, é o prémio Mário Ventura para o melhor argumento de uma curta-metragem europeia. Este ano, o galardão foi atribuído a dois filmes, o croata «Lua Amarela» e o português «Sobrevivência».
O prémio Região de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, instituído em 1985, foi entregue a «Cartas ao padre Jacob», da Finlândia, na categoria O Homem e a Natureza. Ainda na mesma secção, foram atribuídas menções honrosas a «A lua em ti» e «Respeita-me».
Na secção Primeiras Obras, o filme «SEBBE», da Suécia/Finlândia, foi distinguido com o prémio Associação de Municípios da Região de Setúbal.
Produtora americana independente agraciada
Apesar de este ano os Independentes Americanos estarem fora de competição, o prémio Câmara Municipal de Setúbal foi atribuído pelo vereador Carlos Rabaçal à representante da Elephant Eye Films, produtora homenageada nesta categoria que, apenas com três anos de existência, tem apoiado realizadores norte-americanos independentes.
Em relação aos galardões especiais, «Uma família», da Dinamarca, arrecadou o prémio Signis, enquanto o filme «X=X+1», da Eslováquia, uma menção honrosa.
«Tudo o que amo», da Polónia, foi distinguido com os prémios Fipresci e CICAE.
Depois da cerimónia de entrega de prémios, público e convidados puderam assistir, em antestreia, ao filme norte-americano «Brooklyn’s Finest».