Na Reserva Natural do Estuário do Sado (RNES) encontram-se registadas 261 espécies de vertebrados, sendo que oito são são anfíbios, 11 são répteis, 211 são aves e 31 são mamíferos. Na RNES cerca de 9.500 hectares são constituídos por zonas húmidas marginais convertidas para a salinicultura, para piscicultura e para a orizicultura, por áreas terrestres e pequenos
cursos de água doce. A zona estuarina do Sado constitui na prática, um verdadeiro «viveiro» ou zona de crescimento, para inúmeras espécies de peixes (tendo sido já identificadas 44 espécies) e de moluscos, com grande interesse comercial e biológico.
Face à sua riqueza biológica o estuário do Sado constitui ainda uma região de grande importância para duas espécies costeiras de cetáceos, o roaz corvineiro e o boto. Dos primeiros podemos salientar o facto de no estuário viver uma comunidade de cerca de 30 animais.

Já a Reserva Natural do Estuário do Tejo (RNET) é considerada uma das mais importantes na Europa. Sendo a zona húmida mais extensa do país, possui uma grande biodiversidade e variedade de habitats e integra uma das maiores extensões contínuas de sapal.
A avifauna aquática migradora totaliza cerca de 194 espécies de ocorrência regular.
Este ecossistema contribui decisivamente para a preservação de 14 espécies de aves. Na zona terrestre envolvente assinalam-se 35 espécies de mamíferos, como a lontra, nove répteis e 11 anfíbios.
A RNET compreende ainda zonas de mouchões (da Póvoa, Alhandra e Lombo do Tejo), salinas e parte da lezíria adjacente, e nela foram demarcadas reservas integrais: a do Mouchão do Lombo do Tejo, que visa a protecção da nidificação de algumas espécies, e a de Pancas, da qual faz parte a maior mancha de sapal do estuário que se desenvolve entre a foz do Rio Sorraia e Alcochete.